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Previdência para crianças ganha espaço entre as famílias
Analista de Educação Financeira da Valia reúne dicas para montar a reserva dos filhos e explica por que o plano pode ser a primeira lição sobre dinheiro dentro de casa
Publicado em 11/10/2026 07:00
Notícias Gerais

Pensar em previdência privada para quem ainda está aprendendo a ler pode fazer diferença. Os chamados planos família vêm ampliando o acesso de parentes de participantes a esse tipo de proteção que antes era apenas fechada a empregados de algumas empresas: segundo dados da Abrapp, essa modalidade já reúne cerca de 136 mil pessoas e R$ 3,47 bilhões em ativos. 

Para a Valia, sexta maior entidade fechada de previdência complementar do país, as famílias começam a enxergar o futuro dos filhos de forma diferente. "A previdência para crianças deixou de ser vista como um investimento distante. Os responsáveis entendem que essa reserva pode pagar uma faculdade, um intercâmbio ou ajudar no primeiro imóvel, e que quanto antes começarem, menor será o esforço", afirma Bárbara Ferraz, analista de Educação Financeira da Valia. 

A seguir, a especialista reúne orientações para quem deseja iniciar um plano para filhos, netos ou sobrinhos.
 

1. Comece o quanto antes, mesmo com pouco

O tempo é o principal aliado de qualquer reserva de longo prazo. Graças aos juros compostos, o dinheiro rende sobre o valor investido e sobre os rendimentos acumulados, e esse efeito se multiplica a cada ano em que o dinheiro permanece aplicado. Por isso, uma contribuição modesta iniciada nos primeiros anos de vida da criança tende a render mais do que valores maiores depositados só na adolescência. "Muitos pais esperam sobrar dinheiro no orçamento para começar, e esse momento raramente chega. Cada ano de espera custa caro, porque é um tempo de rendimento que não se recupera depois. Começar com pouco e aumentar os aportes conforme a renda da família cresce costuma ser o caminho mais eficiente", explica Bárbara.
 

2. Defina um objetivo, mas sem engessar o plano
 

Ter um horizonte em mente ajuda a escolher o tipo de plano e o perfil de investimento. Ainda assim, a especialista lembra que a finalidade pode mudar ao longo dos anos. "Ninguém sabe hoje se a criança vai querer fazer faculdade, abrir um negócio ou estudar fora. O importante é tratar a reserva como compromisso de longo prazo e não usá-la para imprevistos", orienta.
 

3. Compare custos com atenção
 

Taxa de administração, taxa de carregamento e prazo de carência para uso fazem diferença considerável em um investimento que pode durar duas décadas. "Uma taxa parece um detalhe quando o saldo é pequeno, mas ao longo de 18 anos ela consome uma parte relevante do que foi acumulado. Vale comparar as opções com a mesma atenção dedicada à escolha de uma escola", recomenda a analista.
 

4. Escolha o perfil de investimento de acordo com o prazo e apetite a risco
 

Planos com horizonte longo permitem, em geral, uma parcela maior de investimentos com mais oscilação no início, com migração gradual para opções conservadoras à medida que a data de uso se aproxima. "Revisar o perfil a cada fase da vida da criança é uma boa prática. O que faz sentido para um bebê pode não fazer para um adolescente de 16 anos", diz Bárbara.
 

5. Entenda as regras de tributação
 

Para quem faz a declaração anual no modelo completo, existe um benefício fiscal de até 12% sobre a renda bruta tributável. E isso acontece ao longo do período de acumulação, desde que a criança conste como dependente no IR. "O incentivo fiscal é um bônus: o valor do imposto já seria devido, mas ao invés de recolher para a Receita, esse valor passa a construir uma reserva futura. Quem não tem acesso a ele continua contando com o que mais pesa no resultado, que é a regularidade dos aportes ao longo do tempo", pontua.
 

6. Aproveite datas especiais para reforçar a reserva
 

Aniversários, Natal, 13º salário e presentes em dinheiro de avós e padrinhos são boas oportunidades para aportes extras. "Transformar parte dos presentes em contribuição para o plano é uma forma de a família inteira participar do futuro da criança", sugere.
 

7. Envolva a criança no processo
 

Para Bárbara, este é o ponto que transforma um produto financeiro em ferramenta educativa. "Mostrar o extrato, explicar por que parte do dinheiro do aniversário foi para lá, deixar que ela acompanhe a evolução do saldo. Isso ensina paciência, planejamento e o valor das escolhas de um jeito que nenhum sermão consegue. Uma criança que cresce vendo o dinheiro trabalhar a seu favor tende a se tornar um adulto mais consciente", afirma.

 

Plano família
 

Entre as opções disponíveis no mercado, as entidades fechadas de previdência complementar, conhecidas como fundos de pensão, não têm fins lucrativos e costumam operar com custos mais baixos. A Valia oferece o Plano Prevaler, um plano família acessível a todos com contribuições a partir de R$ 60 mensais. O participante escolhe entre perfis de investimento com diferentes níveis de risco e, ao completar 18 anos, passa a ter acesso a uma linha de crédito vinculada à própria reserva. 

"Quando uma família estende a previdência para as crianças, está transmitindo mais do que patrimônio. Está passando adiante a ideia de que o futuro se constrói com pequenas decisões repetidas ao longo do tempo", conclui Bárbara.

 

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