A Justiça de Minas Gerais determinou a prorrogação por noventa dias do afastamento cautelar do prefeito de Orizânia, Jonia Leite Filho, no contexto de uma ação civil por improbidade administrativa que apura supostos prejuízos milionários aos cofres públicos.
A decisão foi proferida pela Vara Única da Comarca de Divino e acolheu manifestação do Ministério Público de Minas Gerais, mantendo as restrições já impostas anteriormente ao gestor. O afastamento inicial também havia sido fixado pelo período de noventa dias, após investigações indicarem a existência de possível esquema envolvendo contratos públicos irregulares, com prejuízo estimado em aproximadamente cinco milhões e oitocentos mil reais.
De acordo com o Ministério Público, as apurações envolvem suspeitas de fraudes em contratações realizadas por meio de consórcios intermunicipais, pagamentos por serviços que não teriam sido executados, utilização de empresas e intermediários ligados ao grupo político do prefeito e possível direcionamento de recursos públicos.
O Judiciário entendeu que persiste o risco de continuidade das irregularidades e de prejuízo às investigações, razão pela qual manteve o afastamento do chefe do Executivo municipal. Permanecem válidas medidas que incluem a proibição de acesso à Prefeitura e outras restrições administrativas, enquanto o processo segue em tramitação sem decisão definitiva.
Durante o período de afastamento, a administração municipal permanece sob a responsabilidade do vice-prefeito. Ressalta-se que a medida possui caráter cautelar e não implica condenação, tratando-se de providência preventiva adotada no curso do processo judicial. O caso segue em apuração e poderá apresentar novos desdobramentos nos próximos dias.
