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TRE INFORMA INÍCIO DOS PLANTÕES EM PORCIÚCULA
Por Luciana de Oliveira Archete
Publicado em 22/04/2026 11:00
Notícias Gerais

Com a aproximação do período eleitoral, a engrenagem da democracia começa a girar com mais intensidade, ainda que longe dos holofotes que iluminam candidatos e promessas. Nos bastidores, há um trabalho silencioso, técnico e essencial, conduzido pela Justiça Eleitoral do Brasil, que garante algo muito mais importante do que discursos inflamados. Garante que o cidadão possa, simplesmente, votar.

Nos meses de abril e maio, esse esforço ganha ritmo acelerado. Não por acaso. O calendário impõe prazos rígidos e, entre eles, um dos mais importantes se aproxima. O fechamento do cadastro eleitoral no dia 06 de maio de 2026. Até lá, cada título emitido, cada dado atualizado, cada transferência realizada representa mais um eleitor apto a participar do processo democrático.

É nesse contexto que entram os plantões. Não há palanque, não há aplauso, não há transmissão ao vivo. Há servidores, sistemas, filas, documentos e a paciência de quem entende que democracia também se constrói no atendimento ao balcão. Na 045ª Zona Eleitoral de Porciúncula, por exemplo, o atendimento está voltado para três frentes que parecem simples, mas são decisivas. O alistamento eleitoral para quem vai tirar o primeiro título, a transferência de domicílio eleitoral e a revisão de dados cadastrais.

Pode parecer burocracia. E é. Mas é uma burocracia que sustenta o direito ao voto. Sem ela, não há eleição que se sustente.

O contraste com o debate político mais amplo é inevitável. Enquanto parte do Congresso discute propostas que muitas vezes orbitam o inusitado, o básico segue exigindo esforço concreto. É o eleitor que precisa regularizar sua situação, é o sistema que precisa estar atualizado, é a estrutura que precisa funcionar. Sem isso, toda a retórica política perde o sentido.

O período eleitoral costuma ser tratado como espetáculo. Mas antes do espetáculo, existe a montagem do palco. E essa montagem passa por lugares como a pequena zona eleitoral de uma cidade do interior, onde alguém chega com um comprovante de residência na mão e a expectativa de exercer um direito.

Há algo de profundamente simbólico nisso. Em um país onde tantas vezes se discute o acessório, é no essencial que a democracia se prova. No título emitido, no cadastro corrigido, no prazo respeitado.

 

Porque, no fim, votar ainda é um gesto simples. Mas garantir que ele aconteça, para milhões de pessoas, está longe de ser.

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