MeEventos, plataforma integrada de gestão de eventos, aponta as maiores mudanças e como se adaptar às novas regras
| Encontro reúne especialistas para orientar profissionais de eventos sobre os impactos da Reforma Tributária no dia a dia do setor. Foto: Freepik |
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Com o início da fase de testes da Reforma Tributária, empresas do setor de eventos, de produtores independentes a grandes organizadores de festivais, passam a operar sob uma lógica fiscal mais técnica, menos tolerante a falhas e cada vez mais dependente de organização. Nesse novo contexto, a MeEventos chama atenção para as principais mudanças que já começam a impactar a rotina do mercado e para a necessidade de adaptação rápida às novas exigências. Para aprofundar esse debate, a empresa realiza em 28 de abril, das 8h às 11h30, em Belo Horizonte, um encontro voltado a profissionais e negócios da área. As inscrições gratuitas podem ser feitas aqui.
A programação terá palestra de Zaim Donizete, CEO da Notável Contabilidade, que vai abordar os efeitos da reforma sobre custo, precificação e margem, seguida de um painel com a advogada tributarista Emília Resende, fundadora da Tax Revisio Inteligência Tributária, para esclarecer dúvidas e discutir os reflexos já percebidos no setor.
O novo modelo gira em torno do Imposto sobre Valor Agregado Dual (IVA Dual), composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios. Neste primeiro ano, as alíquotas são reduzidas, 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS, porque o objetivo central é testar o sistema e dar um tempo para que as empresas se adaptem. Ainda assim, o impacto já é perceptível. Por enquanto, os tributos antigos continuam sendo cobrados, como o Imposto sobre Serviços (ISS), e empresas de diversos municípios vêm relatando instabilidade no sistema de Notas Fiscais de Serviços eletrônicas (NFS-e), que está passando por ajustes.
Para o setor de eventos, em que um único projeto envolve diversos serviços, a mudança mais sensível está na forma como os impostos são calculados ao longo da cadeia de fornecedores. Com a reforma, o sistema passa a permitir o abatimento de créditos tributários, ou seja, as empresas podem descontar os tributos pagos nas etapas anteriores, desde que todas as contratações estejam formalizadas e corretamente registradas. A medida é positiva porque pode gerar economia, mas a MeEventos alerta que isso exige mais controle financeiro na gestão da empresa.
“O setor de eventos trabalha com uma cadeia muito fragmentada. Imagine que um único evento precisa contratar buffet, decoração, som, luz, equipe técnica e por aí vai. Agora, cada nota fiscal passa a ter impacto direto no resultado financeiro”, comenta Tiago Ferreira, CEO da MeEventos. “Se houver falha no preenchimento ou na classificação do serviço nas notas fiscais, a empresa pode deixar de aproveitar créditos tributários e acabar pagando mais imposto do que deveria.”
Outro ponto que pede atenção é o chamado split payment. Nesse sistema, o imposto é retido automaticamente no momento do pagamento. Para quem organiza eventos, isso altera a dinâmica do caixa de maneira direta, porque recursos que antes permaneciam temporariamente na conta, agora, são direcionados ao fisco quase de imediato. Em um setor em que pagamentos antecipados, entradas e parcelas ao longo do contrato fazem parte da rotina, essa mudança exige um reforço no controle financeiro.
Antes da reforma, a tributação do setor variava principalmente conforme o município, sem distinção entre tipos de evento. Com o novo modelo, passam a existir diferenças de alíquota que favorecem eventos corporativos e culturais, como congressos, shows e feiras. “É uma tentativa do governo de preservar segmentos que têm um forte efeito econômico nas cidades”, analisa Tiago. Esses eventos contam com uma redução de 60% na alíquota padrão, enquanto eventos sociais, como casamentos e formaturas, seguem sujeitos à alíquota integral. “Essa é a hora de reavaliar quais tipos de evento realizar e para quais eventos prestar serviço, se vale a pena manter o negócio ou migrar dentro do próprio setor”, sugere o CEO.
Para mais organização da operação e controle financeiro, a plataforma da MeEventos é a escolha de 2 mil empresas de todo o Brasil, somando mais de 10 mil usuários. Ela é usada para a gestão, em média, de 18 mil eventos por mês. Entre as funcionalidades da plataforma estão automação de propostas comerciais; centralização do atendimento (omnichannel); formulários personalizados para cadastro de clientes; automação do fluxo financeiro com emissão de boletos e notas fiscais (com réguas de cobrança e conciliação bancária); painel de tarefas para acompanhamento do fluxo de trabalho; gerenciamento de equipes (cadastro, seleção e atribuição de tarefas); arquivamento de documentos, contratos e demais mídias referentes à empresa; e muito mais.